quarta-feira, dezembro 15

Eu nao sei muito bem






o que fazer com tudo de mim. Essas partes que transbordam além do que eu posso controlar. Que me escapam e são exatamente tudo que eu gostaria de deixar pra trás. Não posso amputa-las, mas como queria. Queria que fossem fisicas. Talvez um braço a mais. Algo que todos pudessem ver, talvez assim seria mais fácil de compreender tudo isso. Seria mais fácil de me livrar. Eu não gosto das pessoas. Elas me cansam. O mundo inteiro me deixa em colera, e as vezes eu me lembro disso. Coisas que me gritam o quanto existir é quase um castigo. Por que eu não posso mudar o mundo? Não. Não o mundo, as pessoas. A maioria delas não pensa como eu. E é terrivelmente difícil sorrir quando a angústia e sua siamêsa. Colada em mim, apertando o meu coração eternamente.
Me lembrando de tudo. Maldita memória lazarenta, que me faz esquecer do inesquecível e me lembrar do que quero esquecer. Eu não sou melancólica. Sou uma das pessoas mais alegres que já caminharam nesse planeta. Mas não sou feliz. O mundo de nada me agrada. As pessoas muito menos. Preferiria parar de existir, nem que só por um segundo. Queria parar de existir para você me valorizar mais, seria bem legal você parar de existir, acho que assim eu seria mais feliz, você me deixaria em paz e eu continuaria bem mais contente.