terça-feira, fevereiro 22


Doía perdê-lo aos poucos. A falta das palavras, o exagero de pensamentos, a exatidão incerta de um sentimento; Sem nomes, por favor, sem descrições. É diferente, impossível de nomear; Mas ela sabia o que era, só não queria admitir. Admitir seria o mesmo que aceitar um final ainda não existente; ela nunca sabia o que lhe falar, e por isso ele partiria mais cedo ou mais tarde, ela estava se preparando para isso mas ao mesmo tempo tentava descobrir modos de conversar, mesmo que fosse sobre a novela, o teatro, o cinema, o barzinho. Ela estava tentando, como havia dito inúmeras vezes antes, tentativas silenciosas e cegas aos que não percebiam. Quando ficava quieta e muda, lágrimas escorriam por dentro, lágrimas que ela guardava com carinho para momentos como aquele, em que desfrutava de tudo o que escondera e imaginara; Ou mesmo saber que poderia acabar. Enquanto ele, pensava e re-pensava, amava e re-amava, perdoava e cansava-se. Esperar era o pior, ficar sem perguntas ou respostas. As palavras dela faziam falta. As atitudes eram apenas expectativas. A presença do que nunca esteve ao seu lado para sussurrar o amor que sentia, lhe fazia falta em todos os instantes. Ele pensava que talvez fosse mentira o que ela dizia sentir; mesmo sabendo que é apenas mais uma forma de tentar não se magoar, novamente; Ele sentia falta dela. Enquanto ela sentia falta dele. E ambos sentiam-se sós mesmo tendo um ao outro.

KR 


Doía perdê-lo aos poucos. A falta das palavras, o exagero de pensamentos, a exatidão incerta de um sentimento; Sem nomes, por favor, sem descrições. É diferente, impossível de nomear; Mas ela sabia o que era, só não queria admitir. Admitir seria o mesmo que aceitar um final ainda não existente; ela nunca sabia o que lhe falar, e por isso ele partiria mais cedo ou mais tarde, ela estava se preparando para isso mas ao mesmo tempo tentava descobrir modos de conversar, mesmo que fosse sobre a novela, o teatro, o cinema, o barzinho. Ela estava tentando, como havia dito inúmeras vezes antes, tentativas silenciosas e cegas aos que não percebiam. Quando ficava quieta e muda, lágrimas escorriam por dentro, lágrimas que ela guardava com carinho para momentos como aquele, em que desfrutava de tudo o que escondera e imaginara; Ou mesmo saber que poderia acabar. Enquanto ele, pensava e re-pensava, amava e re-amava, perdoava e cansava-se. Esperar era o pior, ficar sem perguntas ou respostas. As palavras dela faziam falta. As atitudes eram apenas expectativas. A presença do que nunca esteve ao seu lado para sussurrar o amor que sentia, lhe fazia falta em todos os instantes. Ele pensava que talvez fosse mentira o que ela dizia sentir; mesmo sabendo que é apenas mais uma forma de tentar não se magoar, novamente; Ele sentia falta dela. Enquanto ela sentia falta dele. E ambos sentiam-se sós mesmo tendo um ao outro.