domingo, abril 17





Eu não preciso tê-lo em meus braços pra saber que sempre estaremos juntos, de mãos dadas e dedos entrelaçados. E por mais que faça birra, não preciso que ele me diga “eu te amo” todas as vezes em que for possível e cabível para que eu saiba que esse amor que abrigo em meu peito é recíproco, aliás, é um só, é nosso. Porque é verdadeiro, é real, não é coisa de cinema, não acaba após a sessão da tarde. Não começou com beijinho na testa, não teve ensaios. Fugiu de tudo o que nos parecia convencional, foi repentino e nos cobrou uma resposta. Mesmo sem querer e sem precisar, houve necessidade de um sinal… Vermelho, verde ou amarelo? Qual que ia ser? Vermelho, o destino e o receio do novo decidiram. Momentos difíceis, tudo desandava… Mas de repente, quando tudo ia sido deixado de lado, quando já não parecia ter jeito, o semáforo, enfim, retomou a sua função e de vermelho para verde ele mudou, como já era de se esperar devido a sua ordem natural. E então, estamos aqui… Obedecemos os sinais, as regras, nos submetemos a esperar pelo tempo e isso nos fez e continua nos fazendo felizes. Porque, ao contrário do que dizem, há sim limites, mas também há sempre algo para compensá-los. Porque a espera realmente vale a pena quando algo é de verdade, quando é pra acontecer. Porque você descobre que mesmo a vida te dando mil motivos para não sorrir, alguém te mostra que você tem mil e um para ser feliz.